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Recargas

Como organizar o histórico de recargas do seu BYD

Saiba o que registrar, separe custos pagos e estimados e confira os gastos de cada período.

Guia prático · 7 min de leitura · Exemplo fictício


1. Um histórico dá contexto aos gastos

Uma recarga isolada diz quanto você gastou naquele dia. Um histórico mostra com que frequência você carrega, quanto vem de casa ou de eletropostos e como as taxas entram na conta.

Ao manter o mesmo critério, fica mais fácil perceber mudanças de tarifa, conferir cobranças e planejar o orçamento. Um mês mais caro pode ter mais quilômetros rodados ou mais recargas fora de casa; isso, sozinho, não significa que o carro ficou menos eficiente.

2. O que registrar em cada recarga

Você pode usar uma planilha ou outro registro pessoal. O essencial é guardar a informação junto da sua origem, para conseguir conferi-la depois.

Data e local
Anote a data da sessão e um nome consistente para o lugar, como Casa ou Eletroposto A. Se houver mais de um ponto no mesmo local, identifique qual foi usado.
Energia em kWh
Registre a energia fornecida que aparece no medidor ou no comprovante. Guarde a fonte da leitura. Se só houver uma estimativa, identifique-a como estimativa.
Valor da energia
Separe valor pago, custo estimado e gratuidade confirmada. Mantenha também a tarifa em R$/kWh quando ela for conhecida.
Taxas e total
Anote taxa de ativação, tempo ou ociosidade, quando cobradas. Confira se já estão incluídas no total do comprovante para não somá-las duas vezes.

3. Separe casa, eletropostos e gratuitas

Em casa: deixe a estimativa visível

Quando houver medição dedicada, use os kWh fornecidos à recarga. Para estimar o custo, multiplique essa energia pela tarifa aplicável ao período e anote o valor em R$/kWh, a fonte e a data da tarifa. Considere os componentes variáveis da conta e não atribua toda a conta da casa ao carro.

Identifique o resultado como “custo estimado”. Sem medição dedicada, a energia também precisa ser marcada como estimada, com o método usado. O custo calculado não é um comprovante de pagamento daquela sessão.

Em eletropostos: priorize o comprovante

Confira a energia fornecida, o valor da energia, as taxas e o total cobrado no comprovante do operador. Se a cobrança for por tempo ou por sessão, preserve essa regra; não force um preço por kWh como se fosse a tarifa contratada. A cobrança por minuto depois do fim da carga tem um guia próprio: taxa de ociosidade.

Gratuitas: zero precisa ser confirmado

Registre R$ 0,00 quando a gratuidade estiver confirmada. Se houver estacionamento ou outra despesa para usar o local, guarde esse gasto separado e deixe claro se ele entra no seu orçamento de recargas.

4. Um histórico, na prática

Exemplo fictício · 01 a 20/10/2026

Todos os locais, tarifas e valores abaixo são inventados. Este modelo de organização pessoal usa energia fornecida medida pelo carregador em todas as sessões; não representa uma tela ou todos os campos do Carllog.

  • 03/10 · Casa18,00
    Estimado · 20,0 kWh · energia 18,00 (R$ 0,90/kWh) · taxas 0,00
  • 08/10 · Eletroposto A55,00
    Comprovante · 25,0 kWh · energia 50,00 (R$ 2,00/kWh) · taxas 5,00
  • 12/10 · Recarga gratuita0,00
    Grátis confirmado · 10,0 kWh · energia 0,00 (Gratuita) · taxas 0,00
  • 18/10 · Casa13,50
    Estimado · 15,0 kWh · energia 13,50 (R$ 0,90/kWh) · taxas 0,00
  • 20/10 · Eletroposto BPendente
    Pendente · 8,0 kWh · energia Não informado · taxas Pendente

¹ kWh fornecidos pelo carregador. Em casa, tarifa fictícia de R$ 0,90/kWh; no Eletroposto A, R$ 2,00/kWh. As taxas estão separadas do valor da energia.

Subtotal conhecido do período

R$ 86,50

  • Casa: R$ 31,50 estimados
  • Eletroposto A: R$ 55,00 confirmados
  • Gratuita: R$ 0,00 confirmado

R$ 18,00 + R$ 55,00 + R$ 0,00 + R$ 13,50 = R$ 86,50

Energia fornecida nos 5 registros: 78,0 kWh.

O registro de 20/10 tem 8,0 kWh, mas valor e taxas ainda estão pendentes. R$ 86,50 é um subtotal, não o total final do período. Complete a pendência antes de fechar a conta.

5. Compare usando a mesma base

Mesmo período
Compare recargas dentro do mesmo intervalo e confira se há registros pendentes. Gasto com recargas de outubro e consumo das viagens de setembro respondem a perguntas diferentes.
Mesma medição
Energia fornecida pelo carregador pode incluir perdas de carregamento e diferir da energia armazenada na bateria. Identifique a origem dos kWh e não misture as duas bases como se fossem equivalentes.
Percentual não é kWh
A variação da bateria não é uma medição exata da energia fornecida. Multiplicar o percentual pela capacidade nominal produz, no máximo, uma estimativa, que precisa ser identificada e não deve ser somada como energia medida.

6. Acompanhe os registros no Carllog

Na área Cargas, o Carllog reúne os lugares onde você recarrega e mostra energia, gasto e preço por kWh. Ao abrir um local, você encontra as sessões organizadas por mês, com data, percentuais de bateria, duração, energia e custo exibido.

Use essa visão para acompanhar os registros ao longo do tempo e conferir os valores com seus comprovantes ou cálculos de casa. Continue identificando quando a energia ou o custo são estimados: o número exibido não transforma uma estimativa em uma medição do carregador.

Lugares de carga de um Dolphin Mini na demonstração do Carllog: Casa, 5 recargas, R$ 71,52, 77,7 kWh a R$ 0,92/kWh, perda de 12%; Shopping Eldorado, 2 recargas, R$ 64,40, 24,8 kWh a R$ 2,19/kWh, taxa de início de R$ 5,00, ociosidade de R$ 0,80 por minuto e perda de 7%.Lugares de carga de um Dolphin Mini na demonstração do Carllog: Casa, 5 recargas, R$ 71,52, 77,7 kWh a R$ 0,92/kWh, perda de 12%; Shopping Eldorado, 2 recargas, R$ 64,40, 24,8 kWh a R$ 2,19/kWh, taxa de início de R$ 5,00, ociosidade de R$ 0,80 por minuto e perda de 7%.
demonstração

As telas desta página são da demonstração do Carllog, com dados fictícios.

Veja como esse histórico aparece no Carllog

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